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Manaus/AM – Três homens envolvidos em um furto ocorrido na tarde do último domingo (17), em um condomínio no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus, foram presos nessa segunda-feira (18). Um deles, identificado como Francimar do Nascimento Elias, de 61 anos, é especialista na prática criminosa há quase 40 anos, segundo revelou a Polícia Civil do Amazonas nesta terça (19). Conforme investigações, Francimar possui dez registros criminais, além de uma condenação por roubo e cinco processos ativos.

De acordo com o delegado Guilherme Torres, titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), Francimar já roubou valores equivalentes a R$ 1,5 milhão. Em mais uma ação criminosa, ele foi reconhecido pelas imagens do circuito de segurança instalado no imóvel. Na ocasião, Francimar e outro homem, que está sendo procurado pela polícia, aparecem recolhendo os objetos de valores. A dupla fugiu do local levando diversas joias, relógios, ouro e a quantia de R$ 6 mil.

“Francimar possui dez anotações criminais desde 1980 contra patrimônios. Por essa carreira de quase 40 anos, ele se tornou especialista nessa prática criminosa. Ele não vai em qualquer lugar. Tudo era estudado para cometer os furtos”, explicou o delegado.

A equipe de investigação da Derfd também identificou que Francimar foi comparsa de Sebastião Ribeiro Marinho Filho, o “Velho Sabá”, de 51 anos, membro da facção criminosa Família do Norte (FDN) e conhecido no mundo do crime de Manaus por uma extensa ficha criminal.

Velho Sabá” foi preso em 2015, por comandar uma milícia na invasão conhecida como “Cidade das Luzes”, no Tarumã, na Zona Oeste da capital amazonense. Ele foi o primeiro a morrer no massacre ocorrido no dia 1º de janeiro de 2017, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).

Segundo a polícia, “Velho Sabá” foi morto “porque jogava” com a direção do presídio e seria um “X-9” (delator). Ele foi morto a facadas e teve o corpo esquartejado por outros detentos da unidade prisional.

A prisão

O delegado Demetrius Queiroz, adjunto da Derfd, informou que os demais homens, identificados como Humberto Mendes da Silva, de 26 anos, conhecido como “Gordo”, e o colombiano e ourives Wbeimar Alexander Hernandez, de 41 anos, são apontados pela polícia como receptadores.

Humberto foi localizado no barro São José Operário, Zona Leste da capital. Com ele foi encontrado relógios furtados. O colombiano foi interceptado na avenida Floriano Peixoto, no bairro Centro-Zona Sul da capital. Ao todo, os objetos recuperados estão avaliados em R$ 150 mil.

“Quase todos os objetos foram recuperados, faltando apenas um cordão e um relógio de alto valor. Os materiais furtados estavam em posse de dois homens como forma de esfriar até que a polícia deixasse de investigar. O ouro foi vendido para um ourives”, explicou.

Francimar foi autuado em flagrante por furto qualificado. Humberto e Wbeimar irão responder por receptação qualificada. Todos serão apresentados na audiência de custódia no fórum Ministro Henoch da Silva Reis, no bairro São Francisco, Zona Sul, onde o juiz irá decidir pela prisão ou responder pelo crime em liberdade.

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