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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou neste sábado (4) que seis pacientes com suspeita de varíola do macaco estão sendo monitorados no país. O número subiu após dois novos casos, notificados por Rondônia, entrarem no radar da pasta.

Em entrevista, ele minimizou as suspeitas e disse que “só tem um caso provável” no Brasil, possivelmente associado a viagem a países onde há pessoas com a doença.

“Desses casos todos, [apenas] um é um caso provável, mas os primeiros exames não confirmaram essa possibilidade. Estamos aguardando os exames mais específicos para ter uma posição definitiva. Mas a posição em nível mundial, da Organização Mundial da Saúde, da Organização Pan-Americana de Saúde, não é de uma preocupação com esse tipo de situação, e sim de monitoramento.”

No Rio Grande do Sul, um paciente que veio de Portugal — o segundo país com maior número de casos confirmados — apresentou sintomas característicos de varíola do macaco e está isolado em casa desde 23 de maio.

Mato Grosso do Sul informou nesta semana que monitora o caso de um adolescente de 16 anos que apresentou lesões avermelhadas na pele e febre, acompanhadas de ínguas na região cervical, nas axilas e virilha. O jovem esteve em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, antes de apresentar os sintomas.

Santa Catarina também apura o caso de uma mulher que apresentou febre de início súbito, cansaço e erupções cutâneas agudas no corpo.

Para ser considerado um caso provável, além dos sintomas, é preciso que haja uma ligação epidemiológica, seja histórico de viagem para países com casos confirmados ou contato com indivíduos daqueles locais.

“O caso provável tem relação com viagem ou contato; o caso suspeito, não precisaria”, explicou ao R7 a virologista Clarissa Damaso, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e membro do Comitê Assessor da OMS (Organização Mundial da Saúde) para Pesquisa com o Vírus da Varíola.

O processo de confirmação no Brasil ainda é lento por não haver reagente específico para testes de varíola do macaco. Antes de entrar na lista de caso suspeito, é preciso descartar outras doenças que causam erupções cutâneas, como catapora, por exemplo.

As amostras são levadas, então, a laboratórios de referência, onde passam por uma análise genética.

Inicialmente, o laboratório vai fazer um teste genérico para Orthopoxvirus, gênero do vírus da varíola do macaco.

“É uma classificação acima. Ter um positivo [para ortopoxvírus] pode não ser necessariamente monkeypox [nome em inglês do vírus]. A gente vai a partir daí sequenciar [o DNA] para ver qual desses ortopoxvírus que é. Essa etapa de sequenciamento acaba demorando um pouco mais. Enquanto a gente não tiver reagentes específicos, que em uma só rodada você já diz que é monkeypox, isso vai demorar um pouco mais”, detalha a virologista.

Em todo o mundo, já passam de 900 os casos confirmados de varíola do macaco, segundo monitoramento em tempo real feito pela iniciativa Global.health, composta de pesquisadores de universidades como Harvard e Oxford.

No dia 6, completa um mês desde que o primeiro caso fora da África foi reportado, no Reino Unido. Era um homem que havia retornado da Nigéria, país onde há um surto de varíola do macaco desde 2017.

Poucos dias depois, no entanto, outras duas pessoas sem ligação com o primeiro caso tiveram diagnóstico positivo da doença.

A Inglaterra continua a ser o país com o maior número de infectados (214), seguida da Espanha (183) e de Portugal (143).

Publicado por: David Richard

Fonte: R7

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