Prefeito Arthur quer isolamento total em Manaus e pede ajuda do governador para ‘lockdown’

Manaus | Diante do aumento no número de casos de Covid-19 e, ao mesmo tempo, na demanda por sepultamentos, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, propôs ao governador do Estado, Wilson Lima, decretar lockdown na capital, por um período mínimo de duas semanas. O prefeito fez o convite durante entrevista a uma emissora de TV na tarde desta segunda-feira (28), onde defendeu o fechamento total na cidade por pelo menos duas semanas para conter o avanço do vírus.

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Em sua conta do Twitter, o prefeito Arthur Neto destacou alguns posicionamentos durante a entrevista à emissora. “Tenho tomado medidas duras e convido o governador a decretar lockdown em Manaus”, destacou.

Arthur também afirmou não acreditar em segunda onda, mas reconheceu o aumento no número de sepultamentos na cidade. “Não acredito em segunda onda, mas já registramos em Manaus aumento no número de sepultamentos. Por isso, peço prudência às pessoas”, afirmou.

O prefeito criticou ainda as pessoas que não acreditam nas proporções de contágio do vírus por causa do discurso de terceiros. “Alguns acabam sendo usados por um discurso tolo, saem de casa sem máscara. Precisamos de união para vencer essa batalha”, disse.

No dia 18 deste mês, o prefeito Arthur Neto assinou o decreto de fechamento da praia do Complexo Turístico da Ponta Negra. A medida foi tomada por conta da possível segunda onda da Covid-19 e o aumento do número de casos em Manaus. Na ocasião, o prefeito também anunciou medidas como a edição de um novo decreto emergencial com intensificação de das ações da Vigilância Sanitária Municipal e posse de agentes indígenas de saúde que atuarão nas comunidades indígenas de saúde a partir do dia primeiro de outubro.

Dados da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), gestora dos cemitérios públicos de Manaus, mostram que durante o mês de agosto foram 77 mortes por Covid-19, de 867 sepultamentos e cremações realizadas; enquanto até o dia 27 deste mês de setembro já são 81, de 795 registros. “Isso sem considerar as mortes por pneumonia, síndrome respiratória, que podem ser lidas como Covid-19. A subnotificação ainda é um problema sério para termos a real noção da doença na nossa cidade”, considerou Arthur.

Edição: David Richard

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