Preço da gasolina nos postos ficará em torno de R$ 4,49

Manaus – Desde o início da pandemia do novo coronavírus no Brasil, a Petrobras vem buscando a redução do valor dos combustíveis. No Amazonas, o preço do litro da gasolina se manteve, em março, em torno de R$ 4,79.

No início de abril e maio, houve queda no valor dos combustíveis e o preço da gasolina na bomba estava em torno de R$ 4,25 e R$ 4,39.

De acordo com a Petrobras, o aumento do preço da gasolina se dá em meio a uma recuperação da cotação do petróleo no mercado internacional, que saiu do patamar de US$ 25 o barril no fim de abril para cerca de US$ 38.

De acordo com o Sindicato de Combustíveis do Amazonas (Sindicombustíveis), só no mês de maio foram cinco aumentos pequenos no combustível e, segundo o vice-presidente do Sindicombustíveis, Geraldo Dantas, no início de junho mais um aumento de 5 % foi registrado.

“A Petrobras, no início da pandemia de Covid-19, reduziu o preço dos combustíveis, e os postos, pela falta de venda, reduziram além da redução da Petrobras. Só a gasolina saiu de R$ 4,79 para R$ 4,25”, disse.

Ainda segundo Dantas, no mês de maio foram registrados sucessíveis aumentos nos combustíveis. “Durante maio e junho, a Petrobras realizou aumentos e os postos de gasolina precisam refazer seus preços por conta das despesas e, agora, o preço irá ficar em torno de R$ 4,49”, explicou o vice-presidente do Sindicombustíveis.

Com a quarentena e o fechamento do comércio não essencial em Manaus, que durou mais de dois meses, a queda na venda de combustíveis foi de até 40%.

Segundo o revendedor de combustíveis Diego Afonso, além da redução de venda, o proprietário aumentou as despesas com compras de máscaras, viseira de proteção, luvas, álcool em gel, entre outros itens.

“Apesar de ser um produto essencial, houve queda de até 40%, inclusive as lojas de conveniências que garantem a lucratividade dos postos de combustíveis registraram queda e algumas até foram fechadas. Durante a pandemia, a revenda de petróleo sofreu diversos aumentos e a revenda segurou o preço até esta semana”, explicou.

Ainda segundo o empresário, a carga tributária em cima dos combustíveis é uma das mais altas, em torno de 67%. “Da mesma forma o ICMS estadual que está em 25% e a pauta estadual que sobrecarrega. Já fizemos diversas manifestações para que o governador do Amazonas reduza, se quiser de fato, o preço na bomba”, pontuou Diego Afonso.