Policiais agridem jovens durante ação em festa clandestina em Santa Catarina

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra dois policiais militares agredindo jovens na cidade de Guabiruba, Santa Catarina. De acordo com a Polícia Militar, a corporação foi acionada na madrugada de domingo para uma ação em uma festa clandestina — eventos estão proibidas na cidade por conta da pandemia do novo coronavírus. No clipe, um jovem fala que a atuação dos oficiais é “covardia”. Então, começam as agressões para descobrir quem seria o autor da reclamação.

Primeiro, um policial militar dá um soco na região do estômago de um jovem de boné. Em seguida, outro policial atinge um rapaz, que não aparece na imagem, com a arma, aparentemente um fuzil.

Segundo a ocorrência da PM, por volta de 0h30, os policiais foram chamados para atender um caso de perturbação do sossego e aglomeração de pessoas — em desrespeito aos decretos municipal e estadual de controle à pandemia da covid-19, em uma chácara particular.

Ainda de acordo com a PM, ao perceber a chegada da polícia, algumas pessoas correram para uma área de mata, restando cerca de 25 indivíduos no local. Os policiais afirmam que foram recebidos de forma desrespeitosa.

“Eles se depararam com uma postura debochada e desrespeitosa por parte dos presentes, bem como, presenciou murmúrios inadequados e não autorizados, pois foi determinado silêncio de todos. Além de desobediência a algumas verbalizações, o que resultou numa ação mais enérgica da gu (guarnição) na abordagem e que está repercutindo negativamente”, diz a ocorrência.

Investigação na PM

O coronel Ricardo Alves da Silva, comandante da 7ª Região da PM, em Blumenau, a qual Guabiruba é subordinada, afirmou que os policiais serão afastados temporariamente das suas funções até que se apurem as circunstâncias da abordagem.

“Eu determinei a abertura de um inquérito policial, justamente para apurar todo o envolvimento dos policiais neste caso. A gente não admite a obscuridade destes fatos e tudo será devidamente explicado. Vamos aguardar então o término da conclusão desse inquérito e depois nós poderemos anunciar as decisões que foram adotadas”, disse o coronel.

Segundo o comandante, por conta do novo coronavírus, o prazo para a conclusão de inquérito pode variar de 30 a 50 dias.

O proprietário do local da festa, Victor Hugo Mihsfeldt Soares, assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência e se comprometeu a se apresentar ao Juizado Especial Criminal (Jecrim). À polícia, ele disse que convidou quatro pessoas para uma “festinha” e apareceram mais pessoas.

VÍDEO:

 

Fonte: UOL