Petrobras vai vender campos de petróleo e gás do Polo Urucu, no Amazonas

(Foto: Divulgação)

Manaus – A Petrobras lançou, na última sexta-feira (26), o teaser para venda de campos terrestres na Bacia de Solimões, no Amazonas. A transação será do banco J.P. Morgam. Os ativos englobam os campos de Arara Azul, Araracanga, Leste do Urucu, Rio Urucu, Sudoeste Urucu, Cupiuba e Carapanaúba, além de infraestruturas de apoio operacional. O teaser com informações sobre a oportunidade, bem como os critérios de elegibilidade para seleção de potenciais participantes, está disponível no site.

Além das concessões e suas instalações de produção, estão incluídos na transação as facilidades de processamento e armazenamento da produção de petróleo e gás natural do Polo Arara, com destaque para quatro Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGNs) e estações de tratamento e compressão, tanques de petróleo e esferas de GLP.

Por estar localizado em área remota, também estão incluídos um aeroporto, centro médico e demais instalações que viabilizam a operação em tais condições, além das facilidades de suporte logístico à produção, tais como o Porto Encontro das Águas, localizado em Manaus, e as Bases de Apoio Logístico Evandro 1 e 2, localizadas no município de Coari (a 363 quilômetros a oeste de Manaus). Será oferecido contrato de transporte dutoviário, armazenagem, movimentação, carga e descarga de embarcações de petróleo e GLP em condições que serão informadas durante o processo.

A venda destes ativos está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultra profundas. Além disso, essas iniciativas deverão contribuir para a redução do endividamento da Petrobras, que ainda é elevado quando comparado com a de seus pares.

A empresa acredita que a entrada de novos players no segmento de óleo e gás nos campos terrestres no Amazonas irá alavancar o desenvolvimento da região não somente pelo potencial aumento de produção e reservas, mas também pelo consequente aquecimento de toda a cadeia de serviços relacionada à atividade de exploração e produção.

Um exemplo positivo da entrada de novos atores no setor de óleo e gás, foi a venda em 2019 do campo de Azulão, na Bacia do Amazonas, que tem resultado em investimentos para viabilizar a produção de gás e geração de energia com o consequente aquecimento da economia local.

Enquanto a Petrobras vai concentrar investimentos em ativos que geram mais retorno e nos quais a companhia vem demonstrando grande diferencial competitivo ao longo dos anos, como os campos do pré-sal, e em particular o campo de Búzios cujo excedente da cessão onerosa foi adquirido em consórcio pela Petrobras em 2019, novos players podem investir em outras áreas, proporcionando maior dinamismo ao setor de óleo e gás. O Estado do Amazonas já possui um setor diversificado com diferentes atores, além da Petrobras atuando na geração de energia.

Segundo a Petrobras, o processo de desinvestimento dos campos não prevê demissões de empregados da Petrobras. Todos serão realocados para outras unidades organizacionais da companhia. As transferências levarão em conta a melhor adequação entre os perfis dos empregados e as atividades e processos nas lotações disponíveis. Caso haja interesse, outra opção é a adesão ao Plano de Desligamento Voluntário (PDV) específico, conforme prevê o plano de pessoal para gestão de portfólio.

O Polo Urucu compreende sete concessões de produção (Araracanga, Arara Azul, Carapanaúba, Cupiúba, Leste do Urucu, Rio Urucu, Sudoeste Urucu), localizadas em Tefé e Coari, ocupando uma área de aproximadamente 350 quilômetros quadrados. No primeiro trimestre de 2020, a produção média do polo foi de 106.353 boed, sendo 16.525 bpd de óleo e condensado, 14.281 Mm³/d de gás e 1.150 toneladas/dia de GLP.

Edição: David Richard