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Manaus – Mais de 250 ações contra desmatamentos ilegais foram instauradas no Amazonas pelo Ministério Público Federal (MPF-AM). O órgão afirma que o valor das indenizações ultrapassa R$ 541 milhões. Os dados fazem parte do projeto Amazônia Protege e foram divulgados nesta sexta-feira (3).

As informações que basearam as ações foram coletadas entre 2016 e 2017 e consideram áreas com 60 hectares ou mais de desmatamento. Nestes anos, o cruzamento de dados públicos e imagens de satélite identificaram cerca de 33,5 mil hectares desmatados no Amazonas.

O estado é o terceiro maior em área desmatada na Região Amazônica.

Estados da Amazônia com maior área desmatada entre 2016 e 2016

Os dados apresentados pelo MPF-AM compõem a segunda etapa do projeto Amazônia Protege, que visa delimitar áreas desmatadas e identificar os responsáveis pela remoção ilegal de vegetação. Somando os resultados da segunda fase com os da primeira, que foram apresentados ainda em 2018, o total de ações civis públicas chega a 2.412.

O procurador Ricardo Negrini, do MPF no Pará, comentou por meio nota a importância do projeto.

“Propõe uma mudança de paradigmas para a atuação do MPF e da Justiça na proteção ambiental, por fazer a relação direta entre a detecção do desmatamento nas imagens de satélite e o ajuizamento de ações contra os responsáveis, sem necessariamente haver a fiscalização em campo. As imagens geram laudos qualificados”, disse Negrini, por meio de assessoria.

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