MP vai apurar irregularidades no Hospital 28 de Agosto em Manaus

Redação
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Manaus | O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) instaurou procedimento para apurar irregularidades no Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, apontadas no relatório de vistoria produzido pelo Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) referente à inspeção realizada em outubro do ano passado.

Em relatório do Simeam, o presidente do Simeam, Mário Vianna, e secretária geral do Sindicato verificaram a superlotação de leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e de enfermaria para pacientes que testaram positivo para o novo coronavírus, internados no quinto andar da unidade e UTI geral.

Na época, Viana verificou outros problemas, conforme relatou. “Os enfermeiros estão sobrecarregados. Além da falta de recursos humanos, os técnicos que estão atuando na linha de frente nem sempre são habilitados e devidamente treinados para atuar na terapia intensiva. Isso compromete todo o resultado do trabalho da equipe multidisciplinar, além de colocar em risco a vida dos próprios pacientes”, ressaltou.

O procedimento foi instaurado pela promotora de Justiça Luissandra Chíxaro de Menezes e cita o fato do Amazonas, ter declarado estado de calamidade pública por causa da grave crise de saúde pública decorrente da pandemia da Covid que estabeleceu “ficarem autorizadas as autoridades competentes a adotar medidas excepcionais, necessárias para combater a disseminação do novo coronavírus em todo o território do Estado”.

No relatório de outubro, é citado que uma transferência para o então Hospital de Referência, o Hospital e Pronto Socorro Delphina Aziz, pode demorar até 48h e mortes já foram registradas por conta disso. O setor que fica no 5º andar do HPS 28 de Agosto, está com apenas 12 leitos de UTI, para tratar casos graves da doença causada pelo novo coronavírus.

Ainda durante a fiscalização do Sindicato dos Médicos, foi constatado que os 69 leitos clínicos do 4º andar, que engloba enfermaria e UTI, estão ocupados. O Centro Cirúrgico também está no limite de funcionamento, sendo realizadas duas cirurgias simultâneas no mesmo local.

Na Clínica Cirúrgica de Observação (CCO), no térreo da unidade hospitalar da zona centro-sul, 63 pacientes estão em uma sala pequena, juntamente com os seus acompanhantes, onde não se cumpre o distanciamento mínimo para evitar a contaminação por Covid-19.

Fonte: D24am

Publicado por: David Richard

 

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