Líderes de massacre e membros de facções estão de volta aos presídios do Amazonas

Publicado por: David Richard

MANAUS | Líderes de facções criminosas do Amazonas que haviam sido transferidos para presídios federais por motivos de alta periculosidade, retornarão ao Estado nesta quarta-feira (11).

Os detentos chegam por volta de 12h no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, escoltados pela equipe de Departamento Penitenciário Nacional (Depen) junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). No total, 13 internos que estavam detidos na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte (RN), retornam ao Estado.

O narcotraficante Clemilson dos Santos Farias, 38 anos, conhecido como ‘’Tio Patinhas’’, braço direito de Gelson Carnaúba, o ‘’Mano G’’, o criminoso que era líder do Comando Vermelho em Manaus antes de ser detido, estão entre os detentos transferidos.

O filho e primo de um dos fundadores da Facção Família do Norte (FDN) ‘’Zé Roberto’’ e Luciano da Silva Barbosa, o ‘’Luciano L7’’, além de José de Arimateia Façanha do Nascimento, o ‘’Ari’’.

As informações são da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

“A Seap solicitou a permanência desses detentos em regime federal. Entretanto, foi negado pela Justiça”, afirmou o secretário, coronel Vinícius Almeida.

Os detentos passarão pela Central de Recebimento e Triagem (CRT) e logo após serão encaminhados ao Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), onde ficarão isolados por 15 dias como medida preventiva aos demais contra o coronavírus.

Além de “Tio Patinhas”, “Luciano L7” e “Ari”. Também está na lista o Márcio Ramalho Diogo, o “Garrote”, um dos principais líderes do massacre que resultou nas 56 mortes em 2017, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).

Riscos

Não se pode descartar a probabilidade de uma nova crise no sistema prisional do Estado com a transferência desses criminosos, de acordo com o especialista em Segurança Pública, Raimundo Pontes Filho.

Ele acredita que os riscos podem ser administráveis se tratado com a devida atenção, analisando o que pode vir a acontecer nessa situação e quais os riscos podem se tornar reais. O ideal é não dispensar o monitoramento pelas autoridades, para evitar episódios de massacre e violência.

Na avaliação do especialista em Segurança Pública, Raimundo Pontes Filho, uma crise pode se instalar no sistema prisional do Estado, caso os criminosos (que se aliaram a uma outra facção) resolvam retomar o poder.

Confira o nome dos detentos:

Fernando Felix da Silva, o “Imperador”

Rômulo Brasil da Costa

José Bruno de Souza Pereira, conhecido como “Bruninho”

Janderson Rolim Matos, vulgo “Passarinho”

Eduardo Queiroz de Araújo, o “Foguinho”

Florêncio Nascimento Barros, vulgo “Marabá’.

Fabrício Duarte Araújo

Romário Corvelo Fonseca, vulgo “Romarinho”.

Thiago Fernandes Soriano, o “Alemão”.