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Manaus – “O s números não refletem a realidade”, disse o presidente da Associação do Comércio do Amazonas (ACA), Ismael Bicharra, sobre os dados da evolução de 4,4% das vendas do comércio no Amazonas, em março diante de fevereiro deste ano. Os números foram divulgados, nesta quinta-feira (9), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e estão acima, inclusive da média nacional para o período, que foi de 4%.

“O que a gente, na verdade, tem percebido não é isso. Existe uma motivação muito grande por parte dos empresários do comércio, mas todo esse conflito interno do governo, que já era esperado – não dessa forma -, cria muita dúvida. Os empresários têm reclamado em relação as vendas, a gente desconfia de onde vem essas informações do IBGE. Não é realidade do empresário”, afirma Bicharra.

Dos dez Estados citados, todos apresentaram resultados positivos na pesquisa do IBGE. O Amazonas aparece em segundo lugar no ranking, atrás somente do Tocantins (5,3%). Bicharra afirmou que não sabe explicar o salto em março, depois do índice de 0,5% em fevereiro e de menos 1,1% nas vendas de janeiro, no Estado. Em nível nacional, conforme dados do IBGE, o comércio saiu da estagnação para um avanço de 4%.

Em termos de receita, o IBGE apresenta índices ainda maiores. Conforme o estudo, o índice de volume e de receita nominal do Estado teve alta de 6,3% em março. O segundo melhor índice do país.

Com quase 25 anos no ramo de material elétrico, o empresário Ademir do Vale, informou que as vendas continuam baixas. “Estão no mesmo nível que há vários meses. Estão estabilizadas, paradas. Acredito que todo mundo está de freio de mão puxado. A falta de dinheiro no mercado é visível, está todo o mundo no aguardo de um posição do governo. Enquanto o governo federal não tiver uma posição mais concreta, de dizer qual será a direção não conseguiremos sair disso”, avaliou.

A conjuntura econômica sustenta os argumentos. A estimativa do mercado para o PIB de 2019 está abaixo de 1,5% e há 13,1 milhões de desempregados no país, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. “Não está havendo evolução salarial, nem aumento de produção, nem novas empresas. Não tem como ter desenvolvimento, tivemos um março normal com crescimento de 1% ou até menos que isso. O comércio está trabalhando no osso sem nenhum tipo de gordura, os empresários estão esperando uma luz para investir”, afirma Ismael Bicharra.

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