16 de setembro de 2021

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Gestão de Wilson Lima vai pagar R$ 2,3 milhões para aluguel de iate de luxo

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Manaus – O governo do Amazonas vai desembolsar R$ 2,3 milhões pelo aluguel de um iate de luxo para prestar serviços ao governador Wilson Lima e demais membros da gestão estadual. No último dia 3, a Casa Militar publicou terceiro termo aditivo ao contrato firmado com Iomar C. de Oliveira para locação de embarcação de 38 metros de comprimento. Trata-se da embarcação Iana, que faz parte de uma frota de barcos de luxo que faz oferece serviços de locação a empresários do Estado.

Por mês, os serviços irão custar R$ 194.999,96 por mês, totalizando o valor total de R$ 2.339.999,52. Desde o início do governo Wilson Lima, a Casa Militar já gastou R$ 7.738.197,58 para aluguel do iate de luxo.

Segundo publicação no Portal da Transparência do Amazonas, o iate tem capacidade para 34 pessoas, em cabine com ar condicionado e banheiro interno com água quente e fria. A embarcação é equipada com dois botes de alumínio de seis metros (tipo voadeira), com motor de popa de 15HP.

Em relação à tripulação do barco, ele tem um comandante, dois motoristas, quatro marinheiros e um camareiro. O iate possui ainda equipamentos de navegação noturna.

O GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC) teve acesso ao contrato da Casa Militar para locação do iate. Para justificar o aluguel, o governo alega que a Estado “não dispõe de embarcação para atender a demanda de transporte e suprir o atendimento com a logística de transporte necessária para atender a demanda da estrutura organizacional do Gabinete do Governador, com vistas a facilitar as atividades desenvolvidas, agilizando o transporte do governador do Estado”. Ainda segundo o contrato, o iate será usado para deslocamento ao interior do Amazonas.

O GDC ainda visualizou a o termo de execução de projeto do contrato da embarcação. Datada de agosto de 2019, o documento assinado pelo fiscal do contrato Jackson Ribeiro dos Santos que atesta os serviços prestados. O documento aponta “esta Secretaria (Casa Militar) reconhece como plenamente satisfeitos os objetivos técnicos, oriundos daquele instrumento, exceção feita a eventuais vícios redibitórios e encargos exclusivos da contratada.

Segundo pesquisa do portal jus.com.br, ‘vícios redibitórios’ são “aqueles defeitos ocultos em coisas que foram recebidas por via de um contrato bilateral comutativo, ou de doações onerosas (até o limite do encargo). Tais defeitos devem caracterizar a coisa transacionada como imprópria ao uso a que se destina, ou mesmo diminuir seu valor contratado”.

Publicado por: David Richard

Fonte: D24am

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