Ferramenta auxilia pessoas que temem a solidão

Manaus –  A plataforma Kor-e, que pretende conectar pessoas que sofrem emocionalmente com solidão a voluntários dispostos a ajudar, será lançada em 2020, pela terapeuta Juliana Infurna. A plataforma conecta, em anonimato, duas pessoas que não se conhecem. E esse contato acontece por meio da vulnerabilidade manifestada por um pedido de ajuda.

Juliana Infurna explica que a plataforma treina voluntários, pessoas comuns, dispostos e comprometidos, para que eles possam ajudar outras pessoas que se sentem isoladas, que estão passando por momentos desafiadores emocionais e buscam desabafar.

“A plataforma Kor-e tem o poder de atuar como uma ‘escutoria’ ou um suporte de ajuda empática e emocional. Nosso objetivo é diminuir os índices de solidão e sensação de isolamento”, afirma Juliana Infurna.

Dados preocupantes

Uma pesquisa, realizada em 2018 pela Universidade de Manchester , aponta para uma realidade assustadora. A pesquisa descobriu que os jovens são os mais afetados pela sensação de solidão. Esse sentimento afeta quase metade (40%) dos jovens entre 16 e 24 anos.

Outra faixa etária que apresenta um alto índice (29%) é a de 65 a 74 anos. Ou seja, a população idosa também é muito afetada pela sensação de solidão.

Segundo a pesquisa, foram levadas em consideração cinco características que configuram a solidão: não ter ninguém para conversar, sentir-se desconectado do mundo, sentir-se abandonado, experienciar tristeza e ser mal compreendido.

Ajuda

De acordo com Juliana Infurna, a plataforma Kor-e veio para ser um meio de diminuir esses índices, oferecendo o serviço de escuta e ajuda para aqueles que se sentem solitários e em situação de algum desafio emocional.

“A solidão está no cerne da maioria dos transtornos psicológicos, como a depressão e consequentemente o suicídio. O sofrimento é inerente à experiência humana, contudo, a sensação de estar isolado na dor enquanto todos nós vivenciamos o mesmo aprendizado é o que vem arrastando almas a um estado constante de solidão. Nossa sociedade fez movimentos dramáticos em nome da independência como resultado do trauma que experimentamos em nossas relações humanas no decorrer da história, a ponto de convivermos com a nítida percepção de que existe uma barreira invisível que separam as pessoas emocionalmente e que elas estão cada vez menos disponíveis para os assuntos do coração. Justamente por conta destes traumas, existe muita dor envolvendo o sentir”, explica a terapeuta.

A plataforma está, agora, em processo de crowdfunding para financiamento da criação do aplicativo. E já tem apoiadores como o Instituto Sutilizar (Alquimia Operativa), a Cidade Escola Ayni e a Escola de Rumos, além de influenciadores e empreendedores como Gustavo Tanaka, Paula Quintão, Thiago Berto e Daniel Fidélis.

Fonte: D24am