Falta de equipamentos de proteção preocupa profissionais da saúde em Manaus

Manaus – Mesmo com destinação de emendas parlamentares à Central de Medicamentos da Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (Cema), profissionais de Saúde se queixam da ausência de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) e até álcool nas unidades de Saúde para realizar seus trabalhos de forma segura.

O assunto foi tema, nesta sexta-feira (7), no programa AMAZONAS DIÁRIO, do GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC), transmitido pela RECORD NEWS MANAUS. No programa, foi citada a coluna do apresentador Alex Braga, publicada na última segunda-feira (3) sobre o mesmo tema.

De acordo com o colunista, após o aumento dos casos de Covid-19 no Amazonas, deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) destinaram emendas para a saúde pública no combate ao pandemia provocada pelo coronavírus e a Cema realizou três dispensas de licitações que custaram quase R$ 49 milhões aos cofres públicos através da Cema. Ainda assim, profissionais da saúde protestaram para cobrar melhores condições e proteção para trabalhar na linha de frente do combate ao vírus.

“Mesmo com tanto gasto do governo do Amazonas em aquisições de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s), luvas cirúrgicas, aventais descartáveis e álcool em gel 70% durante pandemia de Covid-19 no Amazonas, muitos profissionais da saúde que atuaram na linha de frente do combate ao vírus não receberam os itens necessários para o trabalho. Protestos de profissionais marcaram o pico da pandemia no estado, muitos estavam e continuaram sem receber seus salários, além disso, trabalhavam sem o mínimo de proteção necessária para atender casos suspeitos ou confirmados de Covid-19”, afirmou reportagem veiculado ontem no programa.

Ainda segundo o colunista, citado no reportagem, houve aquisição de material farmacológico pela Cema junto à JID Distribuidora de Medicamentos Ltda. por meio de dispensa de licitação para fornecer álcool etílico em gel 70% com para atender a rede estadual de saúde no enfrentamento da Covid-19. “Por 20 mil unidades no valor de R$ 82 cada um, o Estado pagou mais de R$ 1,6 milhões. Em uma pesquisa na internet, o mesmo produto está em trono de R$ 35, multiplicando pela quantidade adquiria, sairia R$ 700 mil, uma economia de R$ 940 mil reais aos cofres públicos que poderiam ser direcionados para a compra de mais produtos e equipamentos no enfrentamento do vírus”.

A Cema, também através de dispensa de licitação, pagou R$ 22,3 milhões a três empresas por luva e avental descartável. “A Decares Comércio Ltda. forneceu 200 mil caixas de luvas por R$ 6 milhões. A Vimed Comércio e Representação de Produtos recebeu por 1,2 milhões de aventais descartáveis mais de R$ 10,7 milhões, cada unidade custou R$ 8,98. A Latino Indústria e Comércio Ltda. cobrou R$ 13,90 por cada unidade de avental descartável e recebeu R$ 5,5 milhões por 400 mil unidades”.

Fonte: D24am