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Manaus – Os ex-guerrilheiros Nelson Gaviria Florez, conhecido como “El Diablo”, e Pedro Flores Mendieta, o “Acuário”, que também usa o nome de Nelson Flores Colantes, ligados diretamente às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), estão cumprindo pena no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) e Centro de Detenção Provisória Masculino 2 (CDPM2), respectivamente.

De acordo com informações da polícia, Acuário é acusado de ser o principal fornecedor de armas e drogas para a facção criminosa Família do Norte (FDN) nos anos de 2014 e 2015.

Segundo os documentos da Operação da La Muralla, Acuário é membro das Farc e tem ligação direta com os narcotraficantes José Roberto Fernandes, o “Zé Roberto da Compensa”, e João Pinto Carioca, o “João Branco”, que estão em guerra declarada por bocas de fumo e domínio de entorpecentes na região amazônica.

“Todos eles têm laços estreitos com alguma facção criminosa do Amazonas

Policial Federal,

Durante as investigações para desarticular parte da FDN, agentes da Polícia Federal conseguiram interceptar ligações telefônicas de Acuário sobre movimentação de maconha e cocaína no Estado. Ele está preso preventivamente desde o dia 20 de novembro de 2014, por determinação da Justiça Federal brasileira, atendendo representação feita pela Polícia Federal do Amazonas.

Outro narcotraficante, um colombiano conhecido “El Diablo”, também está cumprindo pena no sistema penitenciário do Amazonas. Ele foi preso transportando a quantia de US$ 306 mil (equivalente a quase R$ 800 mil) e R$ 4 mil durante operação rotineira da Polícia Federal nas embarcações que transitam no rio Negro.

A quantidade estava embalada a vácuo num fundo falso na estrutura da mala de “El Diablo”, que não soube responder a procedência ou destino da quantia. O colombiano estava a bordo de uma lancha que faz o percurso Manaus – São Gabriel da Cachoeira ( distante 852 quilômetros da capital).

Segundo a Divisão de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Federal, o traficante levaria a quantia de São Gabriel da Cachoeira para a Colômbia, o que configuraria também o crime de evasão de divisas.

Ainda segundo o órgão, o preso estaria levando o dinheiro para efetuar compra de entorpecentes diretamente do produtor. El Diablo chegou a fugir do sistema penitenciário, mas foi recapturado pela polícia amazonense e levado novamente para o Centro de Detenção Provisória Masculino.

Apesar do tratado de paz entre as Força Armadas Revolucionária da Colômbia (Farc) e o governo, alguns ex-guerrilheiros estão movimentando cocaína, maconha e armas pelos rios da região amazônica
Problema antigo

Mesmo com um tratado de paz entre as Farc e o Governo da Colômbia, ex-guerrilheiros da organização criminosa continuam escoltando entorpecentes pelos rios do Amazonas e também atuam fortemente no contrabando de armas de fogo para outros estados brasileiros.

De acordo com um agente da Polícia Federal, o mercado negro de armas e tóxico é altamente lucrativo para quem revende grandes quantidades, e pode gerar milhões de dólares dependendo do comprador ou organização criminosa.

“Mesmo com esse tratado de paz que existe entre as Farc e o governo colombiano, as pessoas envolvidas com esse grupo criminoso continuam atuando aqui no Amazonas. Eles são conhecidos como dissidentes. Todos eles têm laços estreitos com alguma facção criminosa do Amazonas”, afirma o policial.

No entanto, o líder da ex-guerrilha Rodrigo Londono se distanciou do número dois do grupo, Iván Marquéz, no mês passado. Marquéz é contrário ao pacto de paz e se diz arrependido por ter entregado as armas de fogo do grupo colombiano.

Infiltrados no Amazonas

Alguns dissidentes das Farc, que atuam diretamente na fronteira, que ainda não foram presos pelo Exército Brasileiro, Polícia Federal ou Forças de Segurança Nacional estão infiltrados entre indígenas no Amazonas.

“Eles chegam aos conselhos indígenas, pedem apoio como dinheiro e comida e transmitem sua doutrina ideológica das Farc. Eles queriam atrair os povos indígenas. Os convidam a se mobilizar e se armar com eles “, disse uma fonte, que pediu para não ter o nome divulgado.

Um estudo da PF revela que a situação de narcotraficantes coagindo índios no Estado ocorre há muito tempo. De acordo com o documento, desde a década de 90, traficantes obrigavam tribos da região da tríplice fronteira a trabalhar com cocaína na região. “Os índios também são obrigados a jogar querosene nos rios e fazer entorpecentes”, afirma um ex-policial.

Força Nacional

No mês passado, o Ministério da Justiça prorrogou por mais 180 dias, a presença da Força Nacional de Segurança Pública nas ações de prevenção e repressão a crimes nas áreas de fronteiras.

Fonte: Emtempo

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