Em Manaus, rodoviários paralisam ônibus nos terminais 4 e 5

Manaus – Uma paralisação surpresa de motoristas e cobradores da empresa Global Green causou transtornos à população na tarde desta segunda-feira (3). Cerca de 200 rodoviários abandaram os ônibus nos terminais 4 e 5, ambos na Zona Leste de Manaus.

Segundo representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM), o ato não foi organizado pela entidade. No entanto, o sindicato justificou que a reivindicação dos funcionários é pela falta de pagamento do benefício de férias e a utilização do plano de saúde.

“Os próprios funcionários estão revoltados. Estão com férias atrasadas e quando vão nas clínicas são informados que o plano de saúde está bloqueado”, contou o diretor de patrimônio do STTRM, Nogueira Felix.

Insatisfação 

A dona de casa Ana Cássia, de 43 anos, informou ao Em Tempo que aguarda há duas horas um ônibus da linha 064, da empresa Global Green. “É um transtorno isso. Prejudicam nós passageiros. Eu iria levar a minha filha para o curso de informática, mas agora não consigo nem voltar para casa”, disse a mulher.

Um outro usuário do transporte público, um homem que não quis se identificar, disse que estava no T4 para buscar o filho, mas até o momento não havia notícias sobre o rapaz.

“Deveriam avisar antes e não agir de surpresa. A população não tem culpa se eles não são pagos”, expressou o homem.

Sindicatos

Em nota, divulgada no fim da tarde desta segunda, o STTRM afirmou que “400 trabalhadores que estão com férias atrasadas há 3 anos”. Ainda segundo o sindicato, outro fator que contribuiu para a paralisação foi a falta de previsão para que o plano de saúde dos trabalhadores seja novamente ativado.

O vice-presidente do sindicato, Josenildo Mossoró, acompanhou a manifestação dos trabalhadores. “Já denunciamos em vários órgãos competentes, mas ninguém toma providências,  e o trabalhador, cansado, decidiu parar por conta própria. Nós, como somos representantes da categoria, estamos aqui pra apoiá-los”, disse.

A reportagem ainda aguarda um posicionamento do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros sobre a paralisação.

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