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Manaus – “Eu coloquei o meu filho de costas para mim e disse a ele que seria uma brincadeira. Depois apaguei as luzes e comecei a bater na cabeça dele. Ao perceber que não estava mais vivo, resolvi enterrar. Estou arrependido e mereço sofrer”. A afirmação é do autônomo Rogério Alexandrino dos Santos, de 27 anos, ao ser apresentado, na manhã desta terça-feira (18), durante coletiva de imprensa no prédio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), na Zona Leste de Manaus.

Rogério foi detido, na tarde de ontem, após confessar o assassinato do filho. Durante depoimento na delegacia, a juíza Luciana da Eira Nasser, no Plantão Criminal, determinou a prisão preventiva ainda na noite de terça. O filho David Nonato Bento dos Santos, de 7 anos, foi assassinado a pauladas.

O crime 

Atordoado, Rogério resolveu relatar a um amigo, na tarde de ontem, por volta das 15h, que havia matado o próprio filho. Em seguida, os dois homens acionaram uma guarnição da 15ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), para informar o crime de homicídio.

Os policiais militares foram ao local indicado por Rogério e encontraram o corpo da criança enterrado no imóvel. O crime, segundo o agressor contou em depoimento, ocorreu dentro de uma casa de madeira, onde pai e filho moravam, na rua São Pedro da comunidade João Paulo, no bairro Jorge Teixeira 2, na Zona Leste de Manaus.

Rogério afirmou que matou o filho na noite do dia 12 de junho e depois enterrou o corpo em uma cova rasa dentro do imóvel. O piso é de terra batida. Ele alegou que o assassinato foi uma vingança contra a “mãe de criação” (avó biológica do assassino e bisavó da vítima) e também a mãe da criança, que o abanou, mas lhe importunava.

O delegado Paulo Martins disse que Rogério Alexandrino estava com raiva da avó da criança e resolveu se vingar no filho. Ele premeditou o crime e cavou a cova três dias antes usando uma pá e uma boca de lobo para cavar.

“Rogério deu a primeira paulada, mas a criança ainda continuava viva. Depois ele apagou as luzes para desferir mais pauladas até que o filho não respirasse mais. Ele alega que a mãe abandonou a criança quando tinha seis meses de vida”, disse o delegado em coletiva à imprensa.

Ainda segundo Martins, a mãe de criação afirmou que havia desentendimentos entre ela e Rogério, mas nada de tão grave que pudesse levar para o ódio. “É um caso chocante e surreal. É um crime bárbaro e sem explicação. Ele é uma pessoa fria e calada e que não demonstra arrependimento”, comentou o delegado.

À imprensa, Rogério não soube informar a quantidade de pauladas que desferiu contra o filho. Sem remorso, ele admitiu que não amava o filho.

“Estava escuro e não sei quantas pauladas desferi. Foi tudo muito rápido. Quem ama não mata o próprio filho. Mereço sofrer”, disse Rogério Alexandrino.

Martins ressaltou que Rogério Alexandrino assumiu ser usuário de drogas e que a criança era o único filho. Rogério foi indiciado por homicídio qualificado e ficará preso no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM).

Fonte: Emtempo

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