Com quatro meses sem salários, profissionais da saúde realizam protesto em frente ao 28 de Agosto

Manaus – “Wilson Lima, cadê você? Estamos aqui para receber!” foi um dos gritos de protesto ouvidos durante a manifestação que profissionais da saúde realizaram na manhã desta sexta-feira (13), em frente ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, na zona centro-sul da cidade. Foi a segunda manifestação em uma semana motivada pelos salários que estão atrasados há pelo menos quatro meses. A paralisação contou com a presença de cerca de 50 profissionais, entre eles, técnicos de enfermagem, maqueiros, serviços gerais e enfermeiros. Esteve presente no local o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Serviço de Saúde do Estado do Amazonas (Sindipriv-AM).

Dos quartos do hospital público, profissionais reivindicaram com lençóis de maca e, nas janelas e no carro de som, cartazes foram usados para chamar a atenção das autoridades.

Sem uma data confirmada para receber, o Sindipriv-AM se posicionou: “A nossa principal manifestação é a respeito dos nossos salários atrasados, pela segunda vez. No Portal da Transparência, o pagamento do 28 de Agosto não aparece. São mais de cinco mil trabalhadores com salários atrasados, é humilhante passar por isso. Somos 80% de profissionais no Estado do Amazonas. Queremos que o governador tome providências. Viemos em busca de uma resposta com o gestor do hospital e, até o momento, não tivemos nenhum posicionamento, nem conversa. Queremos dignidade, todo trabalhador é digno de seu trabalho”, destacou Graciete Moutinho, presidente do Sindpriv.

A professora Helma Sampaio, 51, está com o pai internado e explicou que o serviço no interior do hospital está precário. “Meu pai está com insuficiência renal, o hospital está precarizado e os profissionais estão trabalhando com muita dedicação e respeito aos pacientes. Todos os setores estão precarizados. Nada mais justo que esses profissionais recebam. O que está acontecendo é injusto, o governador Wilson Lima tem que dar uma resposta para os profissionais e para sociedade que clama por eles. Os profissionais estão em uma situação de ‘penúria’, e nós, como sociedade, pedimos respeito a esses trabalhadores. Faltam medicamentos e luvas”, disse a professora.

O fluxo de veículos ficou intenso no sentindo bairro-Centro da Avenida Mário Ypiranga. O trafégo foi controlado por agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) e policiais militares também estiveram no local.