Ciclone bomba atinge Santa Catarina, causa mortes e destruição

Redação
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O estado de Santa Catarina viveu uma tarde de medo e preocupação depois que um ciclone seguido por uma tempestade atingiram o estado nesta terça-feira, 30. Segundo informações do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, as rajadas de vento passaram de 100 km/h, destelhando casas, derrubando árvores e deixando muitas cidades sem energia elétrica.

Na cidade de Chapecó, importante polo processador de proteína animal no estado, uma idosa de 78 anos morreu atingida por uma árvore. Em Santo Amaro da Imperatriz, um pedestre foi atingido por fios de alta tensão após a queda de uma árvore e também não resistiu.

Em Tijucas, o desabamento de uma casa terminou com uma morte e uma pessoa estava desaparecida até o início da noite desta terça. Segundo o Corpo de Bombeiros, todas as regiões do estado foram afetadas, sendo que a mais castigada foi justamente a região oeste.

Os ventos também foram sentidos no Rio Grande do Sul, como relatou o motorista Vilson Roberto Camargo. “No trecho entre as cidades de Getúlio Vargas e Erechim, eu vi muita ventania. Os motoristas ficaram assustados, tanto que a RS-153 foi bloqueada entre os quilômetros 73 e 76. O rastro da destruição que ficou na mata é impressionante”, disse.

O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, lamentou as mortes e disse acompanhar os trabalhos do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil. “O governo do estado não medirá esforços para auxiliar os catarinenses neste momento de dificuldade. Nossa missão é reduzir o sofrimento das pessoas”, afirma.

O levantamento das Coordenadorias Regionais da Defesa Civil, na tarde desta terça-feira, indicava 25 municípios atingidos no estado. Foram registradas pelos Bombeiros 900 ocorrências no meio-oeste, oeste e extremo oeste.

O que é um ciclone bomba?

De acordo com a Somar Meteorologia, um ciclone é um intenso sistema de baixa pressão atmosférica (onde os ventos giram no sentido horário), e que se forma muitas vezes na costa da região Sul . Eles recebem os nomes de tropicais, extratropicais ou subtropicais dependendo da região de formação e alguns outros fatores mais complexos. A pressão no centro de um ciclone é medida em ”hPa” (hectopascal).

Nesta terça, houve a formação de um ciclone extratropical, que é bastante comum nesta época do ano e está associado a frentes frias. O que não é tão comum é a queda rápida de pressão no centro do ciclone, como acontece agora. Um ciclone ”bomba” nada mais é do que uma área de baixa pressão, que apresenta uma queda mais rápida na pressão atmosférica de 24 hPa ou mais em um período de 24 horas. Esse fator é o que diferencia um ciclone normal e um ciclone ”bomba”.

Veja os maiores picos, segundo registros da Defesa Civil de Santa Catarina:

  • Morro da Igreja: 120 km/h
  • Tangará: 111 km/h
  • Chapecó: 108 km/h
  • Urupema: 104 km/h
  • Campo Belo do Sul: 100 km/h
  • Água Doce: 98 km/h
  • São Joaquim: 96 km/h
  • Xanxerê: 90 km/h

Assunto mais comentado nas redes sociais

A força do ciclone em Santa Catarina foi tão impressionante que o termo “ciclone” ficou na liderança dos assuntos mais comentados no Twitter, durante boa parte da tarde e início da noite desta terça.

Em Balneário Camboriú, uma cena de tirar o fôlego: limpadores de prédios que estavam suspensos pelo lado de fora tiveram que quebrar os vidros das janelas para poder escapar das ventanias.

Na mesma cidade, outro vídeo chama a atenção para a força do vento e queda de objetos na rede elétrica.

O vídeo contém palavrões:

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