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Natal – A Prefeitura de Natal decretou estado de calamidade pública municipal devido aos danos que as chuvas do último fim de semana causaram em vários pontos da capital potiguar e em parte da região metropolitana. Segundo a Defesa Civil municipal, entre a sexta-feira (1°) e esta segunda (4), choveu o equivalente a 264 milímetros.

O volume é suficiente para causar danos estruturais e afetar os moradores de diferentes localidades da região metropolitana de Natal. Além de ser o mais da metade do esperado para o mês. As chuvas também causaram transtornos e prejuízos em Parnamirim, Ceará-Mirim, Extremoz, Macaíba e São Miguel do Gostoso.

Segundo a diretora de Defesa Civil e Ações Preventivas do município, Fernanda Jucá, ao menos dez pessoas tiveram que ser levadas para uma das três escolas preparadas para receber os desabrigados. Além disso, embora tenham sido afetadas pelas chuvas, 20 famílias do acampamento Emanuel Bezerra e outras 20 do acampamento Palmares preferiram não ir para abrigos e receberam colchões e cestas básicas para permanecer nos acampamentos.

Uma das regiões de Natal mais prejudicadas foi o bairro Felipe Camarão, na zona oeste da cidade. No local, a força das águas cavou uma cratera e forçou a interrupção do tráfego de veículos em um trecho da BR-226. Ao menos uma dúzia de imóveis foi interditada no bairro. Em outros pontos da cidade, lagos como os de São Conrado e Panatis transbordaram. Em Ponta Negra, um dos principais cartões-postais do estado, houve problemas em uma rede de drenagem próxima à praia.

Ainda de acordo com Fernanda, apesar da previsão contrária, parou de chover nesta manhã e o sistema meteorológico oceânico que favoreceu a formação das fortes chuvas dos últimos dias começou a perder força.

Outros estados

A chuva intensa dos últimos dias atingiu ainda outras regiões do Nordeste. Em Alagoas, 56 cidades entraram em estado de emergência. No município de Rio Largo, o rio Mundaú invadiu casas e lojas. Ficaram desabrigadas 56 mil pessoas. Em União dos Palmares, a 80 km de Maceió,  o fornecimento de água e energia foi suspenso. Em Pernambuco, mais de 4.000 pessoas tiveram que sair de casa.

PUBLICADO POR: David Richard

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