Chuvas deixam 3 mortos, 2.000 sem casa e um desaparecido em Minas

Três mortos, um desaparecido, 403 desabrigados e 1.940 desalojados. Esse é o saldo das chuvas que atingiram a região metropolitana de Belo Horizonte e outras regiões de Minas Gerais nesta sexta-feira (24).

O episódio de maior gravidade foi registrado em Ibirité, na Grande BH, onde uma família foi soterrada após um desabamento. Os bombeiros resgataram os corpos de duas crianças e da mãe delas e ainda procuram por uma quarta vítima.

VEJA TAMBÉM: Mãe e bebê morreram abraçados em desabamento após chuvas em MG

De acordo com a Defesa Civil, 16 cidades tiveram ocorrências relacionadas às chuvas: Belo Horizonte, Contagem, Ibirité, Sabará, Raposos, Abre Campo, Matipó, Raul Soares, Santa Luzia, Teófilo Otoni, Divino, Sarzedo, Mateus Leme, Ribeirão das Neves, Nova Lima (Honorário Bicalho) e Congonhas.

Segundo a Defesa Civil de Minas Gerais, os esforços, agora, serão voltados para as cidades de Raposos, Sabará e Ibirité. Outro ponto de atenção são os municípios banhados pelo rio das Velhas e seus afluentes, que encheram devido ao volume de chuvas.

Em Raposos, cinco bairros ficaram debaixo d’água depois que córregos transbordaram. Cerca de mil pessoas ficaram desalojadas no município e levadas para casas de parentes ou escolas, transformadas em abrigos provisórios.

Em Sabará, a Defesa Civil resolveu tirar, de forma preventiva, cerca de 500 pessoas de suas casas, para evitar que elas estivessem em risco devido às chuvas.

Por conta do volume e da constância das chuvas, as atenções da Defesa Civil se voltam para áreas de risco geológico, ou seja, regiões de encostas, barrancos e muros de arrimo. Isso porque o solo está bastante encharcado, o que facilita o deslizamento de terras.

Chuva mais forte

Depois de um dia inteiro de chuvas, a Defesa Civil alerta para a ocorrência de chuvas mais fortes durante a noite de sexta-feira (24) e a madrugada de sábado (25). É esperado um volume de chuvas acumulado entre 70mm e 100mm em uma faixa do Estado de Minas Gerais que vai da Zona da Mata à região Central, passando pela região metropolitana de Belo Horizonte.

A Defesa Civil continua monitorando as áreas mais delicadas e pode interromper o funcionamento das vias se houver ameça de alagamento.

 

De acordo com o meteorologista do Igam (Instituto Mineiro de Gestão das Águas), Guilherme Schild essa tempestade é diferente da chuva que caiu nas últimas 24 horas, que foram constantes, mas com intensidade mais moderada. Durante a noite e a madrugada, moradores também devem ficar atentos a ventanias fortes e raios.