Alerta: Menina morre ao cair e bater a cabeça durante ”desafio da rasteira”

Uma menina de 16 anos morreu na tarde de segunda-feira (10), em Mossoró, no Oeste do Rio Grande do Norte, após bater com a cabeça no chão ao cair durante uma brincadeira na escola.

Emanuela Medeiros teve traumatismo craniano e foi socorrida pela direção da escola e levada ao Hospital Regional Tarcisio Maia, no bairro Aeroporto, na última sexta-feira (8), onde foi internada.

De acordo com a prima da vítima, a estudante participava de uma brincadeira com outras duas pessoas que a seguraram e tentaram girá-la, como uma espécie de cambalhota. Durante o giro, ela caiu e bateu a cabeça no chão. Emanuela era aluna do nono ano.

A Secretaria Municipal de Educação de Mossoró decretou luto. A menina foi velada na manhã desta terça-feira (11) e o sepultamento ocorreu na tarde.

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“Brincadeira” pode matar 

Para especialistas a brincadeira não tem nada de engraçado e pode causar lesões muito graves. “Fiquei chocado com esse tipo de ‘brincadeira’. São bem diferentes das brincadeiras da minha época de infância. Não tem nada de sadio e o risco de traumatismo cranioencefálico (TCE) é imenso, pois os participantes caem no solo com choque direto da parte posterior do crânio sem chances de defesa ou reação. Seguramente, os riscos de lesões no crânio são imensas”, alerta o ortopedista Octacílio da Matta.

Para o ortopedista, a chance de morte é alta. “A consequência mais severa seria a morte por traumatismo cranioencefálico. As lesões no traumatismo cranioencefálico variam de acordo com as áreas atingidas, podendo ficar sequelas, tais como dificuldade para caminhar, falar, enxergar e ouvir, além de trazer dificuldades para movimento com os membros superiores e inferiores”.

Para o também ortopedista, Daniel Oliveira,  esse tipo de brincadeira  preocupa muito os médicos, pois ela pode trazer lesões graves às vítimas. “Durante a queda, a pessoa  perde totalmente o equilíbrio e cai desprotegida  no chão, o que pode provocar traumas crânio-encefálicos, lesões e fraturas na coluna, além de fraturas nos membros inferiores como nas mãos,  punhos e  cotovelos”, explica.

Segundo ele após a queda se houver alteração  de consciência e dor na coluna, a vítima deve ficar imóvel no chão e uma ambulância dos serviços de saúde deve ser acionada para a remoção correta da criança ou adolescente para um atendimento especializado.

Rasteira 

Em um dos vídeos mais recentes aparecem estudantes do Colégio Marista de Natal. Nas imagens, duas meninas dão um pulo e incentivam uma colega, que fica no meio, a pular depois. Quando a terceira aluna dá o pulo sozinha, as outras duas que já pularam a derrubam, chutando cada um dos seus pés, dando uma rasteira. A vítima fica sem defesa e cai totalmente de costas. Em todos os vídeos os estudantes que provocam a queda riem bastante.

Veja as imagens: